Segurança Alimentar

 

O HACCP em Micro e Pequenas Empresas   

O Regulamento (CE) n.º 852/2004, de 29 de Abril, prevê a obrigatoriedade de Implementação de um Sistema Preventivo de Segurança Alimentar, baseado nos princípios HACCP. Contudo, prevê também, que estes tenham flexibilidade suficiente para serem aplicados em micro/pequenas empresas.

Esta flexibilidade baseia-se no princípio de que, após a identificação dos perigos associados a cada etapa do processo, não é possível identificar os pontos críticos e como tal, a aplicação de medidas preventivas são suficientes para assegurar a obtenção de produtos alimentares seguros. 

A empresa deverá adoptar um Código de Boas Práticas que evidencie esta análise e que reflicta o facto de não haver necessidade de uma análise de perigos formal

 

Os alergénios e as contaminações cruzadas                                                    

Os consumidores, na sua maioria, podem, sem quaisquer problemas, ingerir os mais diversos alimentos. Contudo, existe uma pequena percentagem da população que pode ter reacções adversas aquando do consumo de determinados alimentos. Estas reacções vão desde uma leve erupção, até uma reacção alérgica grave, podendo até ser letal.

Nos produtos embalados e rotulados, os consumidores conseguem ter um maior controlo naquilo que compram e consomem. Contudo, quando passamos para o consumo de produtos não embalados o controlo deverá ser garantido pelo operador alimentar, visando a salvaguarda da saúde do cliente.

Neste sentido, deverão ser promovidas boas práticas que evitem / reduzam os efeitos decorrentes de uma recção alérgica, provocada por contaminações cruzadas (uma pequena quantidade do alergénio é inadvertidamente servido a um cliente alérgico).

Estas contaminações cruzadas podem ser evitadas através da higienização de bancadas, utensílios e mãos, em que tenham sido preparados alergénios; conservação dos produtos alergénios em recipientes fechados e identificados; conhecimento dos ingredientes constituintes de um produto final; seguir as indicações do cliente, quanto ao produto que não pode ingerir.

Uma reacção alérgica grave – anafilaxia – pode colocar a vida do consumidor em perigo até 10 minutos após ingestão do alimento, se não forem prestados primeiros socorros adequados.